Safo, POEMAS E FRAGMENTOS, tradução de Eugénio de Andrade, edição Assírio & Alvim. Eu me permito... Amar e ser amada pela simplicidade de uma vida iluminada, captando a natureza e a poesia instalada nas pequenas grandes coisas do cotidiano. E, com essa permissão, nunca esquecer de colocar a carapuça no cabide, assim como não esquecer dos ancestrais que antecedem a minha força espiritual pra equilibrar a tríade da vida. Eu me permito errar e aprender com estes erros. Me permito exercitar as cores e valores entre o perfume da rosa e o corte da espada. Me permito me conectar com Deus e o Espírito Santo que se manifesta em todas as nuances da vida, assim como preservar o meu Orí na diáspora. Me permito ser feliz com a minha verdade, mas nunca esquecer da metamorfose dessa mesma verdade afiada. Me permito ser íntegra com a bondade até a segunda página de uma relação desrespeitada, assim como me permito me retirar de lugares e relaçõe...