Eu me permito...
Amar e ser amada pela simplicidade de uma vida iluminada,
captando a natureza e a poesia instalada
nas pequenas grandes coisas do cotidiano.
E, com essa permissão,
nunca esquecer de colocar a carapuça no cabide,
assim como não esquecer dos ancestrais
que antecedem a minha força espiritual
pra equilibrar a tríade da vida.
Eu me permito errar
e aprender com estes erros.
Me permito exercitar as cores e valores
entre o perfume da rosa e o corte da espada.
Me permito me conectar com Deus
e o Espírito Santo que se manifesta em todas as nuances da vida,
assim como preservar o meu Orí na diáspora.
Me permito ser feliz com a minha verdade,
mas nunca esquecer da metamorfose
dessa mesma verdade afiada.
Me permito ser íntegra com a bondade
até a segunda página de uma relação desrespeitada,
assim como me permito me retirar
de lugares e relações que não me cabem mais.
Me permito ter astúcia, coragem
e o ímpeto de buscar o que é meu.
Me permito ser grata por tudo que tenho
e tudo que ainda acessarei,
assim como me permito ser sensível
com as dores do mundo.
Me permito fazer da palavra
a responsa forte e gigantesca
que é viver dela.
JuhCruz
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