-Ana Costa dos Santos, VOO BREVE SOB O SOL, edição Círculo de Poemas
O poema tira uma foto e descreve em palavras
Os poemas são como máquinas fotográficas registram fotos do seu sorriso mais belo
Guardam na retina pra fazer compressa
Tão quente como a noite azul em teus braços
Gingar no teu melaço, te quero entre dias e noites dessa cidade manchada
Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias
Não se perca nas esquinas, não pise na grama
Ame o próximo, peça perdão e volte 7 casas
O tropicalismo na pele ,a utopia diária de um país que não se cala
Tua presença é canção-tese, teu corpo é manifesto antropofágico
come a saudade, engole o concreto, navega em fases
Nosso amor tem sido retina,
sim —
mas também foi piscada,
Paradoxo manso com a calma de quem já entendeu que o amor é movimento
Caiu, tropeçou, chamou no fundamento
Sútil e convexo, curvas para dentro.
/JuhCruz
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