Vamos ter que descer dessa torre,
escorregar e quase morrer de fome
Serei veterana
Eu recito
Eu vestígio
Eu martírio do que está porvir
Eu sou íntimo dos tropeços
que me assombram
Pelo vale das sombras
Minha boca tem paladar vitalício do gosto amargo
Enquanto a cidade desmorona ,eu sinto sua falta
O copo que prometeu te embriagar,não me prometeu amparo
As juras de amor não se encontram mais vivas aos detalhes
Que todas nossas faltas,não nos coloquem mais em caixas e nem torres
A liberdade condenou minha falsa expressão de autonomia
Eu transmuto,eu transmito poesia
Sou as rochas cinzentas da superfície
Entrego cartas aos ventos que
sussurram o despertar da razão e acordes em meus ouvidos
Onde o amor cava afundo ,faz birra e moradia
Sejam românticos os adeptos
Meu ser comporta o mais profundo dos afetos
Faceto gesto de ir embora e evitar despedidas impetuosas
Quanto mais eu tento descer dessa torre,mais no íntimo me encontro
Escorreguei diversas vezes,e minha fome foi de escrita
Do ímpeto do que sinto ao instinto
Do risco,das riscas
Meus versos são íngremes na curvatura dos tombos
O tempo recruta ações que julgamos
Nos leva ao posfácio descontrole
Vamos ter que descer novamente dessa torre.
~JuhCruz

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