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Trancas arrombadas



No meu lençol de aromas frescos 
Passaram -se pelas bordas ,esquivaram-se das trancas 
Empanturrados de dedos entre os dedos 
Você de dedo à toque 
Dedilhou o meu peito 

Tirei os sapatos e as roupas secas 
Encharcada com todo esse anseio 
Acendi essa brasa,enchi essa taça de vinho e deixei de lado os problemas 

Paisagem é isso 
Você nua pedindo um pouco mais de poesia 
As versões anteriores de todas nossas tentativas falhas de se beijar 
Entre o garoar da chuva e o nascer do sol pela perda da noção de tempo 

O murmurar do cochicho dos vizinhos ao nos verem de boca no tambrone 
Tocando a melodia harmônica dos nossos corpos misturados e sedentos 

Claro,que depois dos goles de vinho 
Ainda mais estimulada ,meio tonta subindo as escadas 
Vasto caminho entre as pernas que andam e as pernas gozam 
e quem goza?
Nós juntos em cadarços 
Mesmo que lenta no trajeto emoção miocárdio 

Se meu amor chegar atrasado em você,
Desculpe 
É culpa da safira e as 12 trancas que tive que instalar depois do porre da noite passada. 
/JuhCruz

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