– Carlos Drummond de Andrade, no livro "Antologia Poética. – 22.ª ed. – Rio de Janeiro Record, 1987. Tudo começou com um sol na moleira dos poetas apaixonados vivos traídos e mortos lembrados, todo dia uma chance de renascer na simplicidade Das tardes ensolaradas que tanto fazem chover por dentro O domingo numa velha história de quebrada, rua de pedras estreitas Lembro das crianças brincando lá fora, chuta lata, tubaína na sacola, pipa, jogar bola Como Moíses e aquela rocha, mais que real encontrar força na memória fazer do valor uma lição, recontar histórias Cada labareda queima onde o suor escorre, quem não vê cara, não vê corre Quem dera voltar a correr descalço sob o asfalto que abriga tanto descaso É que anda fácil demais ser confundido e ter a vida ceifada o Estado financia a fome e investe no tráfico, depois encena na mídia a falsa guerra contra as drogas com o meu rosto estampado Meu povo vivendo às margens da violência, eles falam de escolha e no...
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