Eu tenho sede, eu mesma peço as taças e peco em terças
Em doses ofegantes de dolorosas preces
estive demasiada em tempo
que propõe grades e esquinas que atropelam
Um telespecta(dor)
Infringe os conformes e ultrapassa a derme
Nas curvaturas íngremes que
permeiam o excesso
Singelos toques que apertam e aquecem
Porvir de prosas poéticas, sacia a lírica e cospe as faltas de afeto
Ainda bebe dessa água e suspende os pés pela torre
Escreve breves cartas e as joga pela janela
Não se acomoda em quedas
E tem sede.
~Juhcruz

Comentários
Postar um comentário