O sol na fresta
me envia teu brilho mais iluminado
nas tardes ensolaradas.
São raios, faíscas, labaredas, sobejos e alguns tragos
Pretinha iluminada, renasce como as manhãs de um favo.
Só o mel da tua voz
pra declamar em palavras
Uma imaginação aflorada
a cada ligação, o sabor da atração em cada estação do seu corpo
Logo agora,
agora entendo o sorriso
Ele que nunca entendeu.
Se não fez amor com você,
faço eu na distância destes versos molhados.
Nega doce, articulada, só você — lá da Espanha —
pra conseguir me derreter
aqui no meu país Itaquá.
Sem artimanhas, me enfeitiçar com essa manha
Tudo pra desenhar no esboço e
fazer passeata desse sorriso cacau
Pura realeza
Fiquei deslumbrada
e no retorno do encanto
formamos a circularidade.
Pretinha,
nóis é mídia.
Eles são desfocados.
Esses caras nem tão ligado
A gente enfrenta tudo, voltamos algumas casas.
No teu coração eu faço morada
Tão pretita fazendo o corre, tão incrível fazer parte.
Não quero ver teu sorriso magoado,
Só quero a nossa noite azul
e os versos que não chegaram
ao quarto
três
dois versos costurados.
Tudo que ficou
nas entrelinhas —
cores, valores, desfalques.
Nosso encontro vem do continente, nosso olhar vem da base.
Somos tanto banzo quanto ancestralidade.
Vivendo na diáspora, reconectando laços
Toda noite é festa, coroam você no meu coração.
Liguei só pra dizer :
Olha o sol —
É demais essa cidade
A gente ainda vai ter
um dia de calor.
Teremos um dia de contraste.
/JuhCruz
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