[Eu tenho uma doença na coluna,
a de fazer crônica]
As entrelinhas não são visíveis
ao olho nu
O amor escancara
Arregaça as vidraças
Escreve no cravo
pra fazer sentir
Na missa dos poemas
e alguns socos no estômago
A vida tem desses tropeços e cartas anônimas
Quintanas recolhem os cacos da estante quebrada
Nossos olhos se beijam antes dos lábios
Entontece esse ponto que parte
com pressa de pintar alguns quadros
O corpo andrógino escorre farto
Devora cada fatia das faltas
Nosso encontro é o karma
Mistura de ressaca no copo
e a sede em êxtase no tato
O fascínio no instante toca
o colapso da ruptura dos traços
Poetas anunciam o laudo
Deveras morrer pra
descansar as dores do
mundo nas costas.
/JuhCruz

Comentários
Postar um comentário