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Contratempo

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Essa corrida ao pé de curupira
Na mata sangrenta
Capitão do mato
Mata de farda
O preferido do folclore brasileiro
Eles gostam do tal do mito
Acreditam no caráter simbólico derivado de lenda
Mas,não há tempo pra fantasia em tempos de emenda 
Voltemos a realidade dura
Num mundo sem cortesia
Onde a corte dá a sentença
O descaso
Do caso brasileiro
22 de Abril de 1500
A corte dá início ao lamento
Uma nação cuja cores verde e amarela
Estampam a visão gringa ao som do samba ,mulheres despidas e baderna
E como reverter esse conceito ?
Quando a crise do país parece mais um projeto político do que um contratempo
E corremos contra o tempo
Não aguento mais ver meu povo sofrendo com o desemprego
A falta de um mantimento básico na mesa
Enquanto,os impostos só aumentam
A ideia de esforço
levantar cedo
Currículo pronto
Dezenas de tentativas de não ser alvo do condicionamento desigual que o capitalismo nos programa
O interesse corporativo de extorquir a mão trabalhadora
De vender status
Negar direitos básicos
E  promover o sentimento de fracasso
Mas,eu  não paro
A injustiça é evidente
Eu sinto o dia em que a resistência vai se tornar monumento
Numa frase em negrito
Nada mais claro que tudo preto
Jaz aqui as memórias do contratempo.

~JuhCruz









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