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Chuva

Faz tempo que não chove lá fora
Apenas aqui dentro
E do escorre denso de meu corpo emotivo
Se faz tempestade

Chove como a moça garoando baixinho na janela do Ônibus
Acompanhando os respingos alheios pelo vidro
Naquela noite mais pessoas choravam por algum motivo

Em noites frias e escuras parece que a solidão a invade
E a puxa pro fundo do poço

No despertar da manhã
O sol reluz mais um dia de vida
A chuva seca no asfalto de sua pele
E o ar úmido ousa a fazê -la desabar

A moça indo pegar o ônibus novamente
Encosta seu rosto árido na janela
E percebe :
A chuva vem pra molhar de dentro pra fora.

-JuhCruz

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