Pular para o conteúdo principal

Cerca da laranja



Agora,pensa numa CERCA
Calma ,não tô querendo te impor limites ,mas
Penso em você cerca de 60 vezes por minuto

Cercada de paixão
Certeza de amor
Centenas de ilusões
Dezenas de temor

E eu que sou apenas uma unidade
Mas,uma unidade inteira

Uma dúzia de desejos  de você quando vou na feira
E mesmo assim nem te trago pra casa
Trago apenas substâncias cancerígenas que vão me matar conforme o tempo

Verso versos profundos para não atrair amores rasos
Só me afogo em rios de TESÃO
Alias,mó tensão ao te ver

Corrente elétrica que passa impulsivamente pelo meu corpo
E dá choque

Choque de encontro
Oi,bom dia ,já te falaram sobre a laranja ?
Não? Então me acompanhe.

Eu não quero prosas padrões
Quero o fim da elite padronizada

Nunca engoli migalhas
Me engasgo com pouca coisa

Grito a bandeira dos Direitos Humanos
Você me humaniza tanto

Sou tão frustada,meus frutos as vezes tão amargos
Mas,o toque do teu beijo ,a doçura , o desejo
Equilibra todos os sabores da minha alma

Erva que me acalma
Eva que não foi feita da costela de Adão
Autônoma como uma revolucionária

Quero poder falar sobre o cosmo intergalático,a teoria sobre a evolução
Teor de espanto no teu rosto
Desculpe,falo demais quando tenho permissão

Então,permita-me trazer a questão...
Quer ser minha laranja inteira ?
Mas,inteira
Pois, já estou cheia de metades.

~JuhCruz

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Domingo

  – Carlos Drummond de Andrade, no livro "Antologia Poética. – 22.ª ed. – Rio de Janeiro Record, 1987. Tudo começou com um sol na moleira dos poetas apaixonados vivos traídos e mortos lembrados, todo dia uma chance de renascer na simplicidade   Das tardes ensolaradas que tanto fazem chover por dentro O domingo numa velha história de quebrada, rua de pedras estreitas Lembro das crianças brincando lá fora, chuta lata, tubaína na sacola, pipa, jogar bola Como Moíses e aquela rocha, mais que real encontrar força na memória fazer do valor uma lição, recontar histórias Cada labareda queima onde o suor escorre, quem não vê cara, não vê corre Quem dera voltar a correr descalço sob o asfalto que abriga tanto descaso É que anda fácil demais ser confundido e ter a vida ceifada o Estado financia a fome e investe no tráfico, depois encena na mídia a falsa guerra  contra as drogas com o meu rosto estampado Meu povo vivendo às margens da violência, eles falam de escolha e no...

ELA PARTIU V

  — Manuel Bandeira, no livro "Belo Belo". (Editora Global; 1.ª edição [2014]) Minha amada, queria trazer-te os versos mais lindos esculpidos no mais íntimo do meu jardim suspenso espero que estes sirvam de boa simetria como nosso corpo pede Um melaço ligeiramente único tipo a noite pingando em asteriscos, corroendo alguns versos correndo alguns riscos sempre riscando esse disco que no meu coração virou samb a Quantas luzes brilham a vista que vale a ida? Prefiro viver o momento pra versar o que sinto e que delicia segue sendo ser fotografada pelos amores que tenho na retina alguns que já não fazem mais sentido, outros que fazem sentir além do tempo olhares, sobejos, gavetas e atravessamentos Amar é um movimento e não posso ser nada com tudo que tenho no peito E assim te amo como as faces do amor que podem mudar e até como o filme que colocamos pra assistir e dormimos no meio Minha pretinha de mel ,ninguém te ama mais que a madrugada Essa noite um pedaço do céu, noss...

DOMINGANDO

Emanuel Jorge Botelho, SOMBRAS E OUTROS DISFARCES, edição Averno. Acordo cedo pra salvar os domingos com a Liniker, meus versos cardíacos em chamas, vivência tipo maldita Na corrida do lucro o cheiro é mal de ponta a ponta E na janela do trem chorei pela senhora pretinha voltando do trampo, cansada assim como eu escorada no canto, almejando um descanso Saturada em  fazer mais que o esperado, revisitar o passado, enfrentar os percalços Reflito, despenco na realidade e faço uma oração que guia minha estrada Querido, domingo de poesia e nostalgia, não me deixa desistir das tentativas Reinicia a minha semana com sagacidade e que Deus me livre das fábulas de esopo das grandes massas, esses filhos da puta engomados Não acompanham o meu folego, não enxergam a minha palavra Lá fora o corre é todo dia e do telhado de casa ouço a esperança melodramática embaixo de cada caixa d’água Os domingos são dos artistas, dos que morrem e vivem de amor e dos encontros na praça Domingo dos p...