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Mostrando postagens de 2023

IMPOSTORA

                                                                    “Lampejo”, de Ferreira Gullar. Um corpo no mundo navegando em setes mares 7 leis universais e o medo surreal de descobrir que sou uma farsa antes descobrir do que ser desmascarada escuto o que a cidade fala, carrego minhas tralhas Os meus a rataria roendo a rua pelas beiradas Minha tríplice, minha rapeize ,minha família ,minha quebrada iluminada A rua é escola , desobediência civil onde o corre não para Subindo e descendo o Manefa, estilo livre até depois que o mundo acabe Sociedade é caos ,resgatar a herança e união pra batalha Cabeça erguida, caminhos abertos e o corpo fechado Resisto a babilônia enquanto o plano é estruturado, análise de fato é na vivência ,a história que não se conta ,o preconceito enraizado Nada fácil ver os meus em situ...

Ela partiu IV

                                                                          -Solano Trindade O coração pulsiona trocas de ancestralidade Eu sempre atrasada brigando com o tempo e amando o que arde Pela responsa que a vida cobra e a correspondência da parte que falta A vida um sopro e eu mergulhando pra assimilar os fatos com mais maturidade Não é de hoje e você sabe ,menina mulher da pele preta realeza como a noite estrelada Escureceu as ideias como Solano Trindade Resgate no berço da humanidade, meus versos indícios do laudo Mas, quem sabe um dia a gente foge dessa babilônia e vive à margem Peço harmonia ao verso antes que o karma revogue sua parte os problemas são reais e as partidas já não doem mais em minhas vísceras ensanguentadas Alquimista amorosa com sintomas de saudade Enorme como ...

Sandálias Douradas

  Maria do Rosário Pedreira, O MEU CORPO HUMANO, edição Quetzalm. Coração de poeta é um marujo apaixonado Velejando a noite enorme na pele que habito Navegando distraído do leme ao Leminski É tipo olhar pro momento pra dizer o que sinto Nos olhos que se beijam o amor em movimento Altos e baixos envolvem um corpo efêmero silhuetas ,ampulhetas e a moldura pro meu jardim suspenso Um acorde pro samba de veloso tempo de amor e tempo de recuar a urgência Concentrar o equilíbrio e respeitar as vivências Deixo e recebo um tanto no mistério do planeta Cansei de ser cobaia para o teste da faca Calço minhas sandálias douradas e sigo pra encontrar meu amor em jacumã, só de bobeira De onde nascem os sambas ,eu sei Navegando como sou amando como posso Arrasto a chinela a noite toda e só vou embora se meu Bebeto me chama. /JuhCruz

Moldura

Roberto Juarroz, POESIA VERTICAL (Antologia), tradução de Mariano Alejandro Ribeiro e Ricardo Ribeiro, edição Sr. Teste. Entre dias e noites de amor e guerra a rua é tudo que reveste de vida a potência de seguir em frente sem flash, sem cep ou endereçamento por onde passo flores e amores por correspondência Só floresce o que semeia e a moldura reflete  um corpo no mundo navegando em setes mares Apenas um contato,uma gravata florida e tudo que arde Nada como um dia após o outro sempre avante pela marginália Faço desse céu o palco do meu jardim suspenso tenho em mim todos os sonhos do mundo escrituras marginais nas paredes da eternidade Sigo sofrendo do custo a mais valia e a busca pela equidade Faminta como o vento soprando esperança na selva de pedra Sou pura poesia, mas também sustento a tragédia por todos os quadros e telas que a retina fotografa  A cidade ruindo e os artistas pintando a cidade. /JuhCruz