Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de agosto, 2018

Labirinto democrático

Hoje minha poesia tá carnívora E o prato do dia é corrupto a milanesa E na brasa das ruas da city O governo querendo ficar frozen , Congelando investimentos públicos por 20 anos E ainda tem a Reforma do Ensino Médio  Romantizando a redução da qualidade do ensino E nesse jogo de interesses O bolso do povo brasileiro sendo sucateado Onde a reforma da previdência ignora a expectativa de vida A desigualdade social e a renda de uma família Cujo a mãe trabalha mais de 8 horas por dia como doméstica Pra receber um salário mínimo e ao voltar do pico Receber a notícia que seu filho à caminho da escola Foi baleado por uma bala "perdida" Agora me diz como eu vou me aposentar aos 62 anos Se a minha maior preocupação durante esses anos Vai ser sobreviver,não morrer e nem passar fome? A chacina de um país que ocupa o quinto lugar no mapa da violência E um dos meus maiores espantos É saber que o negro morre mais que o dobro de brancos E tudo isso é tratado com...

Fogo nos racista!

Semana passada sangrei na rua sete Não morri, imediatamente como previu o blindado Então,os ancestrais mais antigos Sussurram sobrevivência e resistência em meus ouvidos Como sempre disseram : Vitimismo. Mas,não tem ferida que me pare Tem farpas da farda no meu corpo marcado Tem mancha de sangue da noite passada E se viver é essa mentira camuflada Eu vim pra denunciar tanta morte disfarçada Onde a famosa bala perdida não é tão desinformada A cada 23 minutos encontra a pele preta pobre e farta E na manchete do dia Eles nem vão dar ênfase no real acontecido Nossa dor tá virando matéria pra jornalista vender audiência nas telas De quem pinta com o sangue da periferia Extermínio estrutural que tem raízes na origem da escravatura Abolição de malfeitor buscando novos consumidores pra economia Não dá confiar na libertação histórica que nos repudia Que não nos deu perspectiva,recursos humanos,moradia A mente na neurose de quem sofre com os retrocessos entre...

Embriaguez

Tome o tempo que for Tome cerveja nos bares de esquina A vinheda que produz o vinho de primeira O Gozo quente depois da transa fresca Tome cuidado nas noites tensas, Nas intensas seja a devassa que consente Que instiga um beijo ardente Lá em baixo Fervendo Entre as curvas das pernas arreganhadas E trêmulas Tome o tempo que for Seja o ponteiro do relógio romano E não os apontes dos dedos alheios Dos teus dedos , só quero sobejos sedentos De mim Tome as horas ao seu tempo Chega de se sentir sobrecarregado , esgotado  Por cobranças e responsabilidades internas Imagina a vida Sem a negação dos prazeres da terra ?! Seremos espíritos livres , mais leves Não se preocupe com a regra O espírito cativo se afirma , jamais abnega Tome o gole de que nada é eterno Temos dúvidas e incertezas Tome uma pinga com o amor E em circunstância nenhuma, Espere que o outro sinta da mesma maneira Tome nota dos teus erros Não seja a propaganda abusiv...