Há uma pedra no sapato Acontece como no bilhete perdido Ou a perca dos detalhes Passo firme desenfreado Dar de cara com a porta escancarada, mas entreaberta com as falas A ponta pé fui entrelaçada entre trilhos e tralhas Se com uma dor na coluna se levanta todos os dias Talvez seja o peso da crônica e os cativos olhares descontrolados Ela entra sem nem pedir muito espaço Um pedaço de pedra no sapato já pode fazer um grande estrago Trago de bala clava nos tragos e taças Ficamos para o por do sol ,para o luar e a singela saudade Morando no peito rasgado de cada afinidade Somos poesia cósmica de poeira desacompanhada. ~JuhCruz